domingo, 18 de dezembro de 2011

E ser livre me faz feliz...


Eu quando quero sou indiferente a tudo e todos. Ou ao menos é como quero que me enxerguem. Meu orgulho não permite ver além do que o fosco dos meus olhos, da minha alma magoada, do meu sorriso manso e da minha resposta ríspida. Não é por mal.
Eu que não sei cozinhar. Meu café sai aguado, minha pipoca tem sal ao invés do açúcar, meus talheres voam da mesa por falta de prática. Eu não quis e não vou aprender o que não me interessa. Cozinha, unhas, rendas, quanta besteira! Vão me achar mimada, egocêntrica, esquisita...As pessoas pensam coisas demais. Tu ainda vai aprender isso, e dai, consequentemente, a se virar. Vai aprender a ser gente de verdade. Gente como a gente, sem pudor, sem medo, ser feliz.
Meu beijo que não foi dado, quando dava pra dá-lo, também vou me desculpar. Eu não sou segura de nada. Corro riscos tremendos, toda vez que encosto em algo que não é certo pra mim: os outros. O outro. Toda vez que encontro ou encontrei alguém que provocasse essa cascata elétrica que faz eu perder o rumo, me pergunto: os outros? Você?
Quem somos nós perante uma vontade? Um desejo arrebatador?
Quem somos nós perante a alegria de viver?
Somos livres quando alegres. L-I-V-R-E-S.



:)

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